Nome científico: Tytius serrulatus 

Nome comum: Escorpião amarelo.

Aspecto: possuem cerca de 6 a 7cm de comprimento, apresenta coloração amarelada especialmente nas patas e cauda, já o tronco é mais escuro, apresenta uma serrilha nos 3º e 4º anéis da cauda. É uma espécie comum no Sudeste do país. 

Reprodução: essa espécie possui uma característica rara entre os escorpiões, é partenogenética, ou seja, só existem fêmeas, que têm a capacidade de se reproduzir sem a necessidade de fecundação. Cada fêmea produz em média 20 filhotes por ano, chegando a 160 filhotes durante a vida. Os carrega por aproximadamente 14 dias, após adquirem vida independente.

Hábitos: possuem hábito noturno, alimentam-se principalmente de baratas, aranhas e outros insetos. O canibalismo é comum, as fêmeas podem comer até mesmo seus filhotes. Vivem escondidos em locais quentes e com pouca luminosidade. Em ambiente urbano, para onde vão em busca de alimento (principalmente as baratas), eles podem viver sob pedras e troncos, em madeiras, entulhos, em terrenos abandonados ou mal cuidados, em restos de construção, em pilhas de tijolos, telhas, ralos e caixas de passagem.

Picada: seu veneno possui efeito neurotóxico. É extremamente dolorosa, provoca dor intensa no local e se dispersa pelo corpo. Pode promover parada respiratória.

Devido aos hábitos domiciliares e à periculosidade da picada, é o mais temido dos escorpiões, sendo responsável pela maioria dos incidentes com animais peçonhentos em região urbana. 

 

 

Nome científico: Tytius bahiensis 

Nome comum: Escorpião marrom ou preto.

 

Aspecto: também apresenta de 6 a 7 cm de comprimento, tem coloração marrom avermelhada escura ou negra, as patas mais claras com manchas escuras, não possuem serras na cauda, os machos possuem palpos mais volumosos que os da fêmea. No Brasil é responsável pela maioria dos acidentes escorpiônicos em áreas rurais.

Reprodução: diferente do escorpião amarelo, esta espécie precisa da cópula para a reprodução. As fêmeas também carregam os filhotes nas costas por alguns dias.

Hábitos: são carnívoros, alimentam-se principalmente de insetos, como borboletas, formigas, grilos, baratas e aranhas. Canibalismo é comum, principalmente nas fêmeas, que podem comer seus parceiros após a cópula ou até mesmo seus filhotes. São mais comumente encontrados em campos, cerrados e matas ralas, nos centros urbanos abrigam-se principalmente sob pedras, madeiras e cupinzeiros.

Picada: seu veneno possui efeito neurotóxico, apresenta os mesmos efeitos do escorpião amarelo, apesar de ser menos potente.