A Coordenadoria de Vigilância em Saúde, da Prefeitura de São Paulo, registrou mais de cem ataques de escorpião nos cinco primeiros meses deste ano. De janeiro a maio de 2019, o número de ataques cresceu 40% na capital se comparado ao mesmo período do ano anterior.

Com um inverno mais quente como o deste ano, o perigo é ainda maior.

O biólogo Eduardo de Masi, da Divisão de Vigilância de Zoonoses, afirma que o aumento se deve às altas temperaturas, que acentuam a facilidade de reprodução da espécie mais encontrada em residências: o Tityus Serrulatus, o escorpião amarelo.

"Menos dias de frio, mais calor, temperaturas mais altas, há uma tendência a aumentar aumentar a população de escorpião. Então ele é um escorpião que se reproduz por partenogênese, ou seja, a fêmea gera os filhotes sem precisar se acasalar com o macho. Isso faz com que ela tenha uma velocidade de reprodução mais rápida que a outra espécie, que é o escorpião marrom, que precisa ter o macho e a fêmea", disse.

Ainda de acordo com o biólogo, a falta de higiene é amiga dos escorpiões. "Numa pior condição social onde tem mais lixo, precariedade do saneamento básico, você vai ter mais barata e é isso que leva a ter mais escorpião", disse.

Em caso de ataque, a orientação é de buscar atendimento médico rapidamente. O perigo é maior para crianças e idosos.

A Secretaria Municipal da Saúde afirmou, por meio de nota, que tem um programa de controle de escorpiões, que monitora as áreas de ocorrência de ataques e faz o controle populacional por meio de manejo ambiental. As inspeções de imóveis e terrenos com escorpiões podem ser solicitadas pelo telefone 156.